ESG na indústria de embalagens: O que era compromisso virou critério de seleção?
O que era diferencial virou obrigação, apresenta o empresário e especialista em embalagens plásticas, Elias Assum Sabbag Junior. Nos últimos anos, as exigências de ESG deixaram de ser um argumento de marketing e passaram a definir quem entra e quem fica de fora das principais cadeias de fornecimento da indústria. O empresário da Cartonale, atua em um setor que sente essa pressão de forma direta: o de embalagens, presente em praticamente todos os fluxos produtivos do país.
Afinal, para empresas desse segmento, não se trata mais de escolher entre crescer e ser sustentável. Trata-se de entender que, sem práticas ambientais, sociais e de governança estruturadas e auditáveis, as portas de grandes contratos simplesmente não se abrem.
De diferencial a requisito: como a lógica ESG mudou no setor industrial?
A virada aconteceu quando grandes empresas compradoras passaram a incorporar critérios ESG nos processos de homologação de fornecedores. Não basta mais entregar no prazo e no preço; é preciso comprovar origem dos insumos, destinação de resíduos, consumo energético e pegada de carbono. Esse movimento desceu rapidamente das multinacionais para empresas de médio porte, e o setor de embalagens, presente em praticamente todas as cadeias industriais, sentiu esse impacto de forma especialmente intensa.
Para Elias Assum Sabbag Junior, especialista em embalagens plásticas, isso significa que a conversa com o cliente mudou de natureza. Na prática, a decisão de compra agora envolve perguntas sobre o percentual de material reciclado utilizado na produção, sobre a gestão de resíduos industriais, sobre o uso de energia renovável nas operações e sobre a existência de políticas formais de responsabilidade socioambiental. Quem não tem respostas concretas para essas questões perde espaço antes mesmo de apresentar o produto.

Elias Assum Sabbag Junior
A Cartonale tem investido na estruturação dessas respostas. A empresa incorporou energia renovável à sua matriz produtiva e ampliou o uso de insumos reciclados pós-consumo como parte de uma estratégia que vai além da comunicação e se reflete em processos auditáveis. Essa consistência entre discurso e operação é o que transforma o ESG em argumento comercial real.
O risco de tratar ESG como relatório e não como operação
Um dos erros mais frequentes observados no setor é a dissociação entre o discurso ESG e a operação real da empresa. Isso porque, como expressa Elias Assum Sabbag Junior, relatórios bem formatados não resistem a auditorias de cadeia quando os processos por trás deles não sustentam as afirmações.
Em vista disso, esse descolamento gera riscos reputacionais crescentes, especialmente em um ambiente em que clientes corporativos têm equipes dedicadas a verificar a consistência das declarações de sustentabilidade de seus fornecedores. Elias Assum Sabbag Junior atua em um segmento onde essa cobrança já é concreta, tornando a consistência entre discurso e prática uma condição operacional, não apenas uma escolha de posicionamento.
Nesse contexto, os investimentos em gestão ambiental, rastreabilidade de insumos e eficiência energética deixaram de ser despesas de conformidade e passaram a ser ativos competitivos. Assim, empresas do setor de embalagens que conseguem demonstrar, com dados, o impacto ambiental positivo de seus produtos e processos têm uma vantagem concreta na disputa por contratos com clientes que precisam comprovar suas próprias metas de sustentabilidade.
O setor de embalagens no centro da transição industrial
A indústria de embalagens ocupa uma posição estratégica nessa transição porque está presente no início e no fim de quase todos os fluxos produtivos. Uma embalagem mais eficiente, produzida com material reciclado e projetada para múltiplos ciclos de uso, reduz o impacto ambiental de toda a cadeia que ela percorre, não apenas da operação que a fabrica.
Esse entendimento está transformando o papel do empresário do setor, e o empresário e especialista em embalagens plásticas, Elias Assum Sabbag Junior, representa esse novo perfil: alguém que atua como parceiro de metas de sustentabilidade dos clientes, não apenas como fornecedor de insumos. O mercado que está se formando a partir dessa lógica é mais exigente, mais competitivo e, ao mesmo tempo, mais lucrativo para quem consegue operar com consistência dentro dessas novas regras.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez










