Tiago Oliva Schietti
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Ser contemplado no consórcio não libera o crédito na hora, retrata Tiago Oliva Schietti

Ser sorteado ou vencer o lance no consórcio não significa sair da assembleia com o bem debaixo do braço, explica Tiago Oliva Schietti, empresário. Entre a contemplação e o uso efetivo da carta de crédito, existem etapas que costumam pegar o consorciado de surpresa, sobretudo quem esperava resolver tudo no mesmo dia.

O empresário costuma repetir esse alerta para quem está perto de ser contemplado: a contemplação é o início de um processo, não o fim dele. Conhecer os passos seguintes evita frustração justamente no momento em que deveria ser motivo de comemoração.

O que acontece logo depois do sorteio ou do lance vencedor?

A administradora comunica o consorciado contemplado e passa a orientar sobre a documentação necessária para seguir adiante. Nesse momento, o consorciado ainda não recebe dinheiro em espécie nem qualquer valor em conta; o que muda é o direito de acionar a carta de crédito.

Quem foi contemplado nos primeiros meses de grupo, antes de pagar boa parte das parcelas, costuma precisar apresentar alguma garantia adicional à administradora. Nesse contexto, o empresário Tiago Oliva Schietti elucida que essa exigência protege o restante do grupo, já que as parcelas seguem sendo pagas mesmo depois da contemplação, até o fim do prazo contratado.

Essa garantia pode variar conforme a política de cada administradora e o tipo de bem envolvido: em alguns casos, basta uma nota promissória assinada pelo consorciado; em outros, é pedido um avalista ou até mesmo o próprio bem adquirido como alienação fiduciária. Nenhuma dessas exigências aparece de surpresa para quem lê o contrato de participação com atenção antes de assinar.

Por que a análise de crédito ainda é necessária?

Antes de liberar o valor da carta, a administradora normalmente exige uma nova análise de crédito, com comprovação de renda e outros documentos pessoais. Esse passo surpreende quem imaginava que a contemplação já garantia acesso automático ao dinheiro.

Essa etapa existe porque a carta de crédito representa um compromisso financeiro de longo prazo, e a administradora precisa confirmar que o contemplado segue com capacidade de honrar as parcelas restantes depois de usar o crédito. Sem essa confirmação, o valor simplesmente não é liberado.

Tiago Oliva Schietti

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Os documentos pedidos costumam incluir comprovante de renda atualizado, identificação pessoal e, dependendo do bem escolhido, certidões específicas sobre o imóvel ou o veículo que será adquirido. Reunir esses papéis com antecedência, assim que a contemplação é anunciada, evita que o processo se arraste por semanas além do necessário.

Como a carta de crédito chega até o vendedor do bem?

Depois da aprovação, a carta de crédito não cai na conta do consorciado. O pagamento é feito diretamente pela administradora ao vendedor do imóvel, à concessionária ou à empresa prestadora do serviço escolhido, conforme a documentação apresentada por cada parte.

Tiago Oliva Schietti assinala que esse detalhe costuma gerar dúvida em quem já pensava em usar o valor para outra finalidade. Como o dinheiro tem destino específico definido em contrato, mudar de ideia depois da contemplação exige negociar diretamente com a administradora, nem sempre com sucesso garantido.

O prazo para usar a carta também importa

A carta de crédito não fica disponível para sempre. Tiago Oliva Schietti comenta que a maioria das administradoras estabelece um prazo, geralmente entre noventa e cento e oitenta dias, para que o consorciado escolha o bem e conclua a compra depois da liberação.

Deixar esse prazo passar sem decisão pode complicar o processo e, em alguns casos, exige negociação adicional com a administradora para prorrogar o uso do crédito. Planejar com antecedência o que fazer assim que a contemplação chegar poupa tempo e evita decisões apressadas no fim do prazo.

Vale lembrar que a carta de crédito costuma sofrer correção anual pelo índice previsto em contrato, o que significa que o valor disponível hoje pode não ser exatamente o mesmo daqui a alguns meses. Ficar atento a esse detalhe ajuda a planejar o momento certo de fechar negócio, sem depender apenas da urgência de usar o crédito antes que o prazo se esgote.

 

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